Bispo de Angra encerra cursilho na ilha Terceira

Bispo de Angra encerra cursilho na ilha Terceira

Encontro Nacional de Dirigentes 2014

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Realizou-se em Fátima, de 19 a 21 de Setembro de 2014, o Encontro Nacional de Dirigentes, com a presença de 16 Dioceses.

A sexta-feira contou com a presença de sacerdotes de Aveiro (1), Braga (1), Coimbra (6); Évora (1); Guarda (1); Leiria-Fátima (1); Portalegre-Castelo Branco (1); Vila Real (2); Viseu (1).

O Encontro começou com a Meditação do Pe. Jorge Luís de Viseu, ”Dai-lhes vós de comer: baseada em três palavras - seguimento, comunhão e partilha.

Tendo-se seguido o rolho “O MCC na Igreja - Pastoral em Conversão a partir do Evangelho”, pelo Pe. João Fernando, de Coimbra.

O MCC com missão específica da Igreja. Centrado no kerigma. Toda a acção do MCC é realizada em comunhão com a Igreja.

Desafios do Papa Francisco na “Alegria do Evangelho”:

1) Conversão e renovação pastoral; 2) Partir do coração do Evangelho; 3) Ter em contas as mudanças culturais rápidas; 4) Sair para as periferias; 5) Abrir o coração e as portas da Igreja/MCC.

Sábado, 20 de Setembro com a presença da maioria dos participantes, cerca de uma centena, tivemos de alterar o programa devido ao problema de saúde do Fausto Dâmaso, pelo que começamos os trabalhos com o Francisco Salvador, Presidente do OMCC, com o Rolho “A Estratégia do MCC - Alguns desafios do Mundo Actual”.

O fundamental cristão é o amor de Cristo. A felicidade passa pelo amor de Cristo.

O MCC deve ser de vanguarda no mundo de hoje. Ir para as periferias, para os amputados de Deus, nos tempos actuais.

Seguiu-se o Joaquim Mota, Vice-Presidente do OMCC, com o Rolho “A Mentalidade do MCC - Evangelizadores com Espírito”.

Evangelizadores que se abram sem medo à acção do Espírito Santo.

A mentalidade orienta e condiciona todo o MCC.

Sentir o desejo intenso de comunicar Jesus. Com a paixão como o fez S. Paulo.

Criatividade na acção do Papa Francisco - fiel ao essencial, mostrando a mensagem de modo diferente.

Na parte de tarde, o Fausto Dâmaso, Tesoureiro do OMCC, após alta hospitalar, apresentou o Rolho “O Carisma do MCC - Todo o Povo anuncia o Evangelho”.

As reuniões de Grupo são o pilhar de todo o Pós-Cursilho.

«Fazer reunião de grupo é pensar a vida em voz alta» dizia Eduardo Bonnín.

O que transforma os ambientes são as pessoas transformadas.

Temos de viver o carisma.

Domingo, 21 de Setembro, começamos com a meditação “O que nós vimos e ouvimos, isso anunciamos”, por D. António Montes.

Seguiu-se o Rolho “O Pós-Cursilho - A Missão dos Dirigentes”, a cargo do Vogal do OMCC, Mário Bastos.

O Pós-Cursilho concretiza-se no fazer acontecer dos Dirigentes da verdade conhecida no Cursilho.

Esta fase é composta pelos meios de perseverança - reunião de grupo e ultreia. São os meios de vivência. É a fase apoiada e dinamizada pelos Dirigentes.

O Encontro usou como método, as reuniões de grupo, após os Rolhos, que serviram de reflexão e partilha das ideias e novidades expostas nos Rolhos.

No sábado e no domingo tivemos as Eucaristias.

Sentiu-se renovado ardor e ânimo para a missão a que todos somos chamados no MCC.

Entre todos reinou alegria e amizade.

Decolores!

Albertina Santos

Concordata: Presidente da República distinguiu membros da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária

51ª Assembleia Plenária de Secretariados

No Dia 28 de Junho, realizou-se em Fátima a 51ª Assembleia Plenária de Secretariados, com a presença de representantes de 17 dos 20 Secretariados Diocesanos.

Apresentamos uma síntese do relatório que foi apresentado e aprovado pela Assembleia.

1.     Mudança de Secretariados Coordenadores de Núcleo

·       De acordo com o nº 3 do Regulamento do SN, cessam funções como Coordenadores de Núcleo:

o   Núcleo Centro, o Secretariado Diocesano de Santarém e, assume essas mesmas funções, o Secretariado Diocesano de Coimbra,

o   Núcleo Sul, o Secretariado Diocesano de Lisboa e, assume essas mesmas funções, o Secretariado Diocesano do Algarve.

2.     Atividades Nacionais

a)     Jornada Nacional para Dirigentes (20 a 22/9/2013) – sob o lema “Fiel ao Evangelho, atento às pessoas”:

o   Presenças: 120 Cursilhistas, de 16 Dioceses

 

b)     Cursilho de Cursilhos ( 24 a 26/1/2014) – Fátima, Hotel Santo Amaro

o   94 Participantes, de 12 Dioceses

3.     VII Encontro Mundial do OMCC, 20 a 24/11/2013, em Brisbane - Austrália

Neste Encontro foram aprovados dois importantes documentos para a vida do MCC, como sejam os Estatutos do OMCC e a 3ª versão do Livro Ideias Fundamentais.

Registamos com particular destaque e alegria a nomeação do Comité Executivo do OMCC, que havia sido eleito em Maio de 2013, no Encontro Europeu do GECC, em Viena de Austria e cuja eleição foi atribuída a Portugal.

Este Comité iniciou as suas funções no dia 1 de Janeiro do corrente ano.           

4.     Cursilhos de Cristandade realizados nas Dioceses no Ano Pastoral 2013/14

Cursilhos de Cristandade de Homens: 32 Participantes: 759 novos cursilhistas

Cursilhos de Cristandade de Senhoras: 33 Participantes: 834 novas cursilhistas

Totais: Cursilhos 65 Participantes: 1.593 novos cursilhistas

5.     Comemorações dos 50 Anos do MCC, nas várias Dioceses

Neste Ano Pastoral, celebraram os 50 Anos do 1º Cursilho de Cristandade, as seguintes Dioceses:

·       Setubal 3 de Julho de 1963

·       Santarém 7 de Setembro de 1963

·       Angra 11 de Setembro de 1963

·       Aveiro 27 de Dezembro de 1963

·       Lamego 5 de Fevereiro de 1964

·       Viseu 5 de Fevereiro de 1964

·       Vila Real 27 de Fevereiro de 1964

·       Algarve 18 de Março de 1964

6.     Atividades Pós-Cursilho nas Dioceses, com a participação da CP

Por solicitação das Dioceses, a CP participou nas atividades para que foi pedida a sua colaboração.

a)     Reviver:

·       Vila Real: 26/10/2013 

b)     Encontro para Animadores de Grupo

·       Coimbra: 9/11/2013

c)     Encontro de Vida

·       Leiria / Fátima: 16/11/2013

d)     Retiro de Quaresma

·       Portalegre / C. Branco: 9/3/2014

e)     Retiro de Mudança:

·       Évora : 18 a 20/10/2013

f)      Comemorações dos 50 Anos do 1º Cursilho Cristandade, em S. Miguel – Açores

·       Mini-cursilho, no dia 25 de Abril

·       Encontros com Sub-Secretariado de S. Miguel e da Escola de Dirigentes, no dia 26 de Abril

g)     Comemorações do Cursilho 1000 da Diocese de Lisboa

 

Registamos ainda:

Dia 29 de Março de 2014, falecimento do Con. Miguel Ponces de Carvalho, Dir. Espiritual do Secretariado Diocesano de Lisboa, e que fazia parte do SN.

Dia 17 de Abril, (5ª. Feira Santa), a nomeação de con. Francisco José Senra Coelho, para Bispo Auxiliar na Arquidiocese de Braga.

A participação de 2 sacerdotes da Diocese da Guarda, no cursilho nº 150 de Homens na Arquidiocese de Évora, tendo em vista a revitalização do MCC naquela Diocese. A participação foi fruto dos contatos entre o sr. D. António Montes e D. Manuel Felicio, Bispo da Diocese da Guarda.

Foi aprovado o Plano de Atividades Nacional, para o próximo Ano Pastoral de que destacamos um Cursilho de Cursilhos em Janeiro, além o habitual Encontro Nacional de Dirigentes, em Setembro.

Por todas estas atividades e acontecimentos, louvamos o Senhor e a Virgem de Fátima, rogando para que nos continue a iluminar, no sentido de viver e testemunhar a Alegria do Evangelho.

Saúl Quintas

Presidente do Secretariado Nacional

 

D. Francisco Senra Coelho, Bispo auxiliar de Braga

Assessor Espiritual do Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade 

foi ordenado este domingo na Sé de Évora

http://www.agencia.ecclesia.pt

D. Francisco Senra Coelho agradece à Igreja de Évora

Neste domingo, dia 29 de Junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, na Basílica Metropolitana de Évora, ocorreu a ordenação episcopal de D. Francisco Senra Coelho, numa celebração presidida por D. José Alves, arcebispo de Évora, que foi o bispo ordenante principal, e concelebrada por D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga, e por D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora, que foram os bispos ordenantes. No final, D. Francisco Senra Coelho agradeceu à Igreja de Évora "tudo o que me proporcionou e tudo o que me pediu".

Leia em www.diocese-evora.pt o agradecimento na íntegra no novo bispo auxiliar de Braga.

 

Cursilho de Cursilhos do Amigos Italianos, Maiorca, 20 a 23 de Março de 2014

Gratidão e “Ilusion”!

Comecei a viver este Cursilho de Cursilhos com um sentimento profundo de gratidão e “Ilusion”, Gratidão pela amizade ilusionada do meu amigo Efisio Pilloni, que me convidou, em nome da FEBA Itália, a participar neste Cursilho de Cursilhos de comemoração dos 50 anos dos Cursilhos de Cristandade em Itália.

Gratidão e “Ilusion” por poder desfrutar da amizade de muitos e bons amigos italianos e maiorquinos, amigos que os tenho muito marcados no coração.

Gratidão e “Ilusion” por poder homenagear os meus irmãos portugueses, aqueles que vieram antes de mim e que com a sua entrega e espírito de caridade se “desviveram” para expandir os Cursilhos em Portugal e em várias partes do mundo, entre elas Itália, onde prepararam e participaram no 1º Cursilho de Bolonha, no 1º Cursilho de Génova, e no relançamento dos Cursilhos em Roma, e também no primeiro Cursilho de Cursilhos de Itália; uma equipa de Lisboa, Portugal, deslocou-se a Itália, à cidade de Loreto nos dias 25 a 28 de Junho de 1972 para realizar o primeiro Cursilho de Cursilhos de Itália.

Sem dúvida que para mim é mais um sonho que se realiza, um privilégio que Deus me ofereceu, ao qual só me cabe dizer, “Que detalhe Senhor tu tiveste comigo”!

Chegada plena de ``Ilusion``!

Cheguei a Palma no dia 20 de Março pelo início da noite; no aeroporto fui recebido com um abraço amigo do Miguel Sureda, que, apesar de ser a véspera do casamento da sua filha, teve a amabilidade de me ir buscar ao aeroporto e de me levar ao hotel; à chegada ao hotel fui directo para o refeitório; estava próximo a hora de terminar o jantar, aí fui recebido com um montão de abraços de um calor humano e divino, “Momentazo”, abraços de “amizade elevada ao plano da transcendência” amizade que iluminava os rostos de todos e que me enchia de admiração; estou certo de que é assim que Deus abraça os amigos!

Terminada a comida e os abraços fomos para a capela; aí entrei no espírito do Cursilho de Cursilhos vivido entre italianos e espanhóis, e agora também portugueses, na verdade o Cursilho já tinha começado; a primeira meditação, “Senhor tu me conheces” foi apresentada em italiano, língua muito bonita, que não domino, mas que é plena de musicalidade, se bem que aqui e ali, a letra não era totalmente entendida, no entanto, bem lá no fundo, a harmonia musical do Evangelho, idioma com que se comunicam e se entendem os corações enchia-me a alma, fazia com que o meu coração e a minha cabeça bailassem e vibrassem ao ritmo do espírito do Evangelho, que na verdade se comunica de “coração a coração”.   

E é neste espírito de amizade de “coração a coração” que o Cursilho se desenvolve, o Cursilho de Cursilhos vive-se em Reunião de Grupo intercalado por temas, “rolhos”, que nos colocando no ponto de viver, saborear e desfrutar, da Essência, da Finalidade e da Mentalidade do Carisma Fundacional dos Cursilhos de Cristandade, os rolhos são pistas de descolagem para voos de encontro connosco mesmos, com Cristo e com os irmãos!

Viver um Cursilho de Cursilhos, e em especial, desfrutar deste Cursilho de Cursilhos com os irmão Italianos e maiorquinos é viver um experiência inesquecível; os trabalhos de grupo são um regalo de Deus, a amizade cresce na medida em que a verdade de cada um se coloca à disposição dos outros; é Deus a passar de coração a coração! A surpresa acontece a cada momento, quanto mais nos vamos embrenhando na realidade proposta pelo Carisma Fundacional mais nos vamos apercebendo da distância, que toca, tanto a realidade italiana com a realidade portuguesa; é longo o caminho que temos de percorrer para nos aproximarmos da verdade do Carisma Fundacional, é caminho comum que nos leva a “aprender a desaprender para aprender”; Itália e Portugal têm um longo caminho, partilhamos das mesmas dificuldades, dos mesmos desvios. 

Aqui cabe aplicar o que Eduardo nos dizia:

        “Cada um aceitar-se como é;

        Compreender que pode ser melhor;

        E fazer esse caminho em companhia”.

Aplicando esta verdade às realidades vividas em Itália, Portugal e Maiorca, partilhadas aqui neste Cursilho de Cursilhos, podemos dizer:

Cada um aceitar-se como é, isto é Itália, Portugal, Espanha, etc..., aceitar a sua realidade, saber como chegou até aqui, saber como se encontra em relação ao Carisma Fundacioanal; e Compreender que pode ser melhor, quer dizer, que se pode aproximar mais do que na verdade Deus quer dos Cursilhos, aproximar-se do Dom que o Espírito Santo depositou no seio de Eduardo Bonnín e dos seus amigos, Carisma de que Eduardo é “ventre” e Maiorca é “berço”, e todos nós somos “herdeiros” e como tal herança que tem um destino, os que vêem depois de nós, e isso é nada mais, mas também nada menos do que dar-lhes o melhor que os Cursilhos têm para dar, a essência o seu Carisma Fundacional; e fazer este caminho em companhia, desde logo com os nossos irmãos de Maiorca, onde o carisma não necessita de tradução nem de interpretação, em Maiorca fala-se a língua materna dos Cursilhos, onde o Carisma se vive, sonha-se e contagia-se pela amizade de pessoa a pessoa, e também fazer este caminho em companhia com aqueles, italianos e portugueses e outros, que vivem uma realidade comum e que se sentem contagiados e impulsionados a viver e a fazer com que os outros vivam desta amizade e a fazer em companhia este caminho de missão.

Missão que é tão necessária nos anos quarenta, como nos dias de hoje, quiçá em algumas Dioceses está por começar, “Fazer amigos, fazermo-nos amigos e fazê-los amigos de Cristo”, fazendo valer os valores que sempre valorizam e nunca desvalorizam, Cristo, Pessoa e Amizade!

Olhar para além... das circunstâncias!

Neste cursilho, com frequente encontramo-nos com o olhar de Eduardo Bonnín, que brilha nos olhos e no rosto de cada um dos seus amigos, quando de uma forma espontânea e jubilosa nos deparávamos com o início da frase:, “Eduardo dizia…”; estas palavras transportavam-nos de imediato para um imaginário comum, o que cada um dos amigos de Eduardo nos ia contando, mostrava-nos como Espírito de Deus se encontra com a vontade e com a liberdade do homem; Eduardo, na normalidade da sua vida, deixou-se viver por este Cristo normal e próximo; Eduardo “momentalizou” Cristo na Pessoa e na amizade em tudo e em todos os momentos da sua existência terrena; Eduardo consagrou-se a Cristo na normalidade da pessoa humana. O que nos deixou em palavras é tão simples e tão natural que nos coloca perante um Deus que se encontra na normalidade da natureza humana e que a todos é possível encontrar um Deus que se encontra para além das circunstâncias de cada um, e isto transparecia neste Cursilho em torrentes de amizade e alegria que a todos unia.

A normalidade e a simplicidade com que nos é apresentado o Carisma fundacional transporta-nos para as primeiras comunidades cristãs, onde o critério se sobrepõe à regra, à tradição e à lei, onde “as possibilidades inauditas do Evangelho” se fazem vida, onde o Evangelho e o sentido comum torna tudo e todos mais humanos e mais divinos, mais igreja.

Reunião de Grupo

Um dos pontos altos do Cursilho de Cursilhos foi a surpresa com que o nosso amigo Loren nos brindou: após o Rolho Reunião de Grupo, fomos convidados a viver e saborear ao vivo e em directo de uma Reunião de Grupo conforme o esquema desenhado por Eduardo; a mim tocou-me reunir com um amigo de Espanha e dois de Itália; foi extraordinário comprovar como a simplicidade deste esquema nos coloca tão próximos da amizade elevada ao plano da transcendência; trinta minutos são suficientes para desfrutar do milagre da normalidade; a Reunião de Grupo é tão simples, é dividir normalidade para multiplicar santidade! 

Cataratas de Carisma

Este Cursilho de Cursilhos foi uma bela aventura pelos rios do Carisma Fundacional. Teve início na fonte límpida da montanha divina onde o Espírito jorra água viva pelo leito de um rio, seiva que invadiu corpo e alma do nosso amigo Eduardo Bonnín; e que passo a passo vai expandindo e engrossando o seu caudal, tocando mais e mais amigos por todos os cantos da Terra, e aqui, de uma forma muito especial, ia tocando e unindo os amigos italianos, espanhóis e portugueses, e que de repente se transforma em torrentes de água que se precipitam pelos desfiladeiros da vida, torrentes de carisma que inundam a alma de todos e cada um dos que tiveram a graça de desfrutar desta aventura. Esta viagem jamais será esquecida; estou em crer que em Itália e em Portugal nada vai ficar como dantes!

Eduardo Bonnín conta connosco!

Mário Bastos

3 de Junho de 2014, Almada Portugal

 

 

NOTA PASTORAL

CURSILHOS DE CRISTANDADE E DIVORCIADOS RECASADOS

1. O Cursilho de Cristandade é uma vivência forte dum tríplice encontro: consigo próprio, com Cristo e com os outros.

São três vertentes estreitamente interligadas. A consciência viva de que Deus nos ama em Cristo revela que a plenitude da vocação do homem se realiza na órbita de Cristo e da sua mensagem e que os outros são irmãos em Cristo. O encontro com Cristo dá sentido mais profundo e verdadeiro ao encontro consigo próprio e com os outros.

2. Na autorizada obra sobre o Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC), Vertebración de Ideas – Cursillos de Cristiandad (que cito pela edição actualizada e revista publicada em Maiorca em 2004), Eduardo Bonnín, fundador do MCC, e seus companheiros Francisco Forteza e Bernardo Vadell, tendo em conta o objectivo do Movimento, que “será sempre vertebrar cristandade, onde quer que seja, com vértebras vivas e vivificadoras” (pág. 32), distinguem três classes de pessoas na hora de procurar ou aceitar candidatos para um Cursilho, a saber: “quem deve ir, quem pode ir e quem não deve ir” (também p. 32). Vou referir-me apenas ao último grupo.

3. Os mesmos autores acrescentam que os candidatos devem ser seleccionados segundo a sua personalidade e as circunstâncias da sua vida. Concretamente: com personalidade profunda (isto é, bem definida e “normal”) e com situação de vida “limpa ou limpável” (p. 31).

Assim sendo, não devem ir a um Cursilho pessoas “moles”, sem “osso” e sem personalidade, nem os indivíduos “durões”, isto é, sem “medula” e sem capacidade de humildade ou pelo menos de assombro perante alguma coisa ou alguém (cf. p. 33).

Também não devem ir pessoas desequilibradas por enfermidade ou por vício ou envolvidas em circunstâncias de vida dificilmente limpáveis.

Dois exemplos: “a experiência ensina que os jogadores empedernidos e os que chegaram à degeneração pelo vício, embora recebam um forte impacto durante o Cursilho, mais tarde dificilmente perseveram” (D. Juan Hervás, Manual de Dirigentes de Cursillos de Cristiandad, selecção de candidatos, nº 10); e “nos ambientes de droga ou de delinquência organizada(…) a nossa exigente proposta do Cursilho suporia para certas pessoas um desafio psicologicamente inabordável. Quem se dedica aos marginais sabe que o seu trabalho é de perene Pré-Cursilho na imensa maioria dos casos (Vertebración de Ideas, p. 31, n.5).

A participação num Cursilho não é a modalidade mais adequada de acompanhamento pastoral nestes e noutros casos.

Na decisão sobre admissão ou não de candidatos ao Cursilho o Secretariado Diocesano agirá sempre com verdade, caridade e prudência. Três requisitos a combinar harmoniosamente.

 

4. Outra variante de circunstâncias de vida limpas ou limpáveis dos candidatos ao Cursilho é que eles possam receber os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, momentos marcantes do seu encontro com Cristo.

O Papa João Paulo II no nº 84 da Exortação Apostólica Familiaris consortio, publicada em 1981 depois do Sínodo dos Bispos sobre a Família do ano anterior, reafirmou a disciplina da Igreja, “fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados  que contraíram nova união”. Não se trata de questão meramente disciplinar, administrativa ou regulamentar. É uma norma disciplinar decorrente da doutrina, como o Papa esclarece logo a seguir: “o seu estado e situação de vida contradizem objectivamente a união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e realizada na Eucaristia”.

A admissão de divorciados à Eucaristia [passo a referir só a Eucaristia porque este sacramento supõe o da Reconciliação] envolve uma contradição objectiva. Os fiéis nessa situação não podem, ao mesmo tempo, viver em contradição existencial com Cristo sobre a questão do divórcio e apresentarem-se a receber da Igreja de Cristo o sacramento da Eucaristia, que é um sinal privilegiado da união com Cristo. Esta contradição constitui a base doutrinal da recusa da comunhão eucarística aos divorciados recasados.

A adesão e o encontro com Cristo não podem ser apenas um sentimento emocional ou  admirativo da figura de Cristo. Devem concretizar-se na adesão à mensagem e à doutrina de Cristo nomeadamente, neste caso, à doutrina sobre o matrimónio.

Como também esclareceu o Papa Francisco em Roma a 17 de Setembro do ano passado, ao anunciar novo Sínodo sobre a Família para o próximo mês de Outubro, “o problema não pode ser reduzido à questão de comungar ou não. Quem coloca o problema somente nestes termos não entende qual é o verdadeiro problema”.

Por outro lado, o Papa João Paulo II acrescenta ainda na mesma Exortação: “se se admitissem essas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio”.

O recasamento de divorciados é uma realidade largamente difundida e socialmente aceite nas sociedades contemporâneas. Mas isso não pode levar a Igreja a nivelar por baixo os padrões do matrimónio cristão nem a considerar a situação dos divorciados recasados como “normal” dando-lhes a possibilidade de acesso à Eucaristia. A generalização actual do divórcio é antes uma razão suplementar para na Igreja se viver com mais empenho o modelo cristão do matrimónio, caracterizado pela unidade e pela indissolubilidade. Para isso os esposos cristãos devem viver o seu matrimónio como sacramento, isto é, como sinal e imitação do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja: um amor fiel, fecundo e para sempre.

Voltando ao MCC. Como compaginar a admissão de divorciados recasados a um Cursilho com a exposição da doutrina cristã sobre o matrimónio no rolho sobre os sacramentos?

A participação num Cursilho não é forma adequada de acompanhamento pastoral de pessoas nesta situação.

 

5. Porém, não está tudo dito quando se diz que os divorciados recasados não podem receber a Eucaristia e, por isso, não devem ser admitidos a participar num Cursilho.

 A citada Exortação Apostólica Familiaris consortio assevera que “a Igreja está firmemente convencida de que mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade”.

Esses fiéis não estão excomungados. Não estão fora da Igreja. Por isso, continua o Papa João Paulo II na mesma Exortação, ”juntamente com o Sínodo exorto vivamente os pastores e toda a comunidade dos fiéis a que ajudem os divorciados, procurando com solícita caridade que eles não se considerem separados da Igreja, mas que podem e até devem, enquanto baptizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus”. É um vasto programa de vida cristã proposto à generosidade e ao sentido eclesial destes fiéis.

Os divorciados recasados, afirmou há dias o Papa Francisco, ”não devem ser condenados, mas acompanhados”. Esperemos que o próximo Sínodo sobre a Família, que terá continuação em 2015, seguindo na esteira da Exortação Apostólica de 1981 venha contribuir para aprofundar os caminhos do atendimento pastoral destes irmãos.

 

Lisboa, 9 de Março de 2014

 

António Montes Moreira

    Bispo Emérito de Bragança-Miranda

    Director Espiritual do Secretariado Nacional do MCC 

HINO A CRISTO-PÁSCOA

 

Oh, místico  cortejo!

Oh, festividade espiritual!

Oh, Páscoa divina!

Tu desceste dos céus à terra

e da terra de novo subiste aos céus!

Oh, festa comum de todas as coisas!

Oh, solenidade de todo o cosmos!

Oh, alegria do universo,

sua honra, festim e delícia!

 

Por ti a tenebrosa morte foi destruída

e a Vida se difundiu sobre todos os seres.

Abriram-se as portas do céu:

Deus apareceu como homem

e o homem subiu como deus.

Por ti foram arrombadas as portas do Abismo

e quebrados os seus ferrolhos.

O povo ressurgiu da região dos mortos

ao receber a boa notícia.

E um coro formado na terra

foi acrescentado à multidão celeste.

 

Oh, Páscoa divina!

Tu uniste espiritualmente connosco

o Deus que os céus não podem conter.

Por ti se encheu a grande sala das bodas:

todos envergam o traje de núpcias

e ninguém é lançado fora por estar sem veste nupcial.

Oh, Páscoa, luz de archotes novos

e esplendor dum desfile de tochas virginais!

Por ti não se apagam mais as lâmpadas das almas,

mas em todos transcorre divinamente o fogo espiritual da graça,

alimentado pelo corpo, pelo Espírito e pelo óleo dos sacramentos de Cristo.

 

Por isso nós te invocamos em espírito, ó Cristo,

soberano Deus e Rei eterno.

Estende as tuas mãos imensas sobre a tua Igreja santa

e sobre o povo santo eternamente teu.

Protege-o, guarda-o, combate, persegue e submete todos os inimigos, 

vencendo com a tua potência invisível

também os adversários invisíveis

como já venceste os poderes que nos eram hostis.

 

Ergue também hoje sobre nós os teus troféus

e concede que entoemos com Moisés o hino da vitória

porque são teus o poder e a glória pelos séculos dos séculos.

Ámen.

 

Autor desconhecido da 2ª metade do século II

 

D. Francisco Senra Coelho bispo auxiliar de Braga

Novo membro do episcopado pertence à Arquidiocese de Évora e é professor de História Religiosa

D.R. | D. Francisco Senra Coelho

Lisboa, 17 abr 2014 (Ecclesia) – O cónego Francisco José Senra Coelho, da Arquidiocese de Évora, foi nomeado pelo Vaticano, bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga

Segundo o comunicado da Nunciatura Apostólica em Portugal, enviado à Agência ECCLESIA, Francisco atribuiu ao novo membro do episcopado português o título de bispo de Plestia.

O cónego Francisco José Villas-Boas Senra de Faria Coelho nasceu a 12 de março de 1961 em Maputo, Moçambique sendo os pais naturais de Adães, concelho de Barcelos na Arquidiocese de Braga.

O novo bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga frequentou o Liceu Nacional de Barcelos e o Liceu Sá de Miranda em Braga enquanto estava já no Seminário Conciliar da cidade minhota.

Em 1980 ingressou no Seminário Maior de Évora onde concluiu o curso superior de Teologia, sendo posteriormente ordenado a 29 de junho de 1986 pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia.

Atualmente o cónego Francisco José Senra Coelho era pároco de Nossa Senhora de Fátima e de São Manços em Évora e de Nossa Senhora da Consolação em Arraiolos além de ser o vigário forâneo da Vigaria de Évora e o moderador da Zona Pastoral Centro/sul da Arquidiocese de Évora.

É também assistente religioso dos estúdios da Rádio Renascença e da Rádio Sim em Évora, assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima, da Associação dos Missionários de Cristo Sacerdote, do Movimento dos Cursos de Cristandade e membro do Conselho Presbiteral e do Cabido da Basílica Metropolitana de Évora, na qualidade de cónego capitular, assumindo as funções de tesoureiro-mor.

Entre 1986 e 1988 foi vigário paroquial das paróquias de Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora de Fátima em Évora, redator religioso e cultural da Rádio Renascença – Voz do Alentejo e assistente diocesano das Obras Missionárias Pontifícias além de capelão do estabelecimento prisional de Évora.

De 1990 a 200 Francisco José Senra Coelho foi diretor e editor do boletim ‘Igreja Eborense, Vida e Cultura da Arquidiocese de Évora’.

A nível académico Francisco José Senra Coelho é doutorado em História pela Universidade Internacional de Phoenix tendo como tema da tese a vida do Arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal.

Atualmente leciona a disciplina de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora e é membro da sociedade científica da Universidade Católica Portuguesa e do Conselho Científico do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma universidade.

 

MD

 

QUERIDOS AMIGOS(AS).... Cursilhistas

Já está actualizada a página oficial do OMCC, e também já estão disponíveis os BOLETINS MENSAIS de JANEIRO a MAIO, em 3 línguas: Português, Espanhol e Inglês.

Cliquem na imagem e desfrutem.


Sempre... DE COLORES!

 

1. Há realmente um jejum não corporal e uma temperança não material: a abstinência do mal pela alma convertida. Foi justamente em vista desta que nos foi prescrita a abstinência de alimentos. Por isso jejuai do mal; sede fortes contra os desejos incompatíveis; repeli o ganho ilícito; matai de fome a avareza do dinheiro; nada haja em tua casa fruto de violência ou de roubo. Que te adianta se não dás carne ao corpo, mas mordes o irmão pela maledicência? Ou que vantagem se não comes do que é teu e tomas injustamente aquilo que é do pobre? Que piedade é esta que só bebe água, mas trama enganos e tem sede de sangue pela perversidade? (…)

2. Seja portanto a sabedoria a educadora da vida dos cristãos; e nem queira a alma saber dos danos do mal. Se, apesar de rejeitar o vinho e as carnes, somos culpados pela intenção de pecar, declaro e garanto desde já que nenhuma utilidade tem para nós uma mesa só com água, legumes e sem sangue, porque a manifestação exterior não concorda com a disposição interior. A lei do jejum veio para a pureza da alma. Se a manchamos com maus projectos premeditados e outras acções, de que nos serve beber só água? Para quê tantos sacrifícios? Que se aproveita do jejum corporal se não purifica a mente? Nenhuma vantagem há se a quadriga for de prata resistente e bem ordenada, nas for louco o seu condutor. Que adianta uma nave bem construída, se se embriaga o piloto? O jejum é fundamento da virtude. O fundamento da casa e a quilha do navio serão inúteis e prejudiciais, mesmo postos com muita firmeza, se não forem muito capazes aqueles que depois irão construir. Da mesma forma não há nenhuma vantagem na abstinência se uma outra justificação não brotar dela como consequência.

3. O temor de Deus ensine a língua a proferir aquilo que convém, a não dizer coisas vãs, a conhecer o tempo favorável e não só a medida, mas a palavra necessária e a resposta sensata. Não falar às tontas, não caiam as palavras como granizo violento sobre os passantes. Pois para isto bem se chama freio àquela débil membrana que liga a mandíbula à língua para não falar sem ordem nem oportunidade. Bendiz, não amaldiçoes. Salmodia, não blasfemes. Felicita, não critiques. Que as mãos precipitadas sejam retidas, como que com cadeias, pela lembrança de Deus. Jejuamos também porque o nosso Cordeiro foi vilipendiado com insultos e bofetadas, antes dos cravos. Assim devemos jejuar, nós, os discípulos de Cristo.

                                                                                                             S. Gregório de Nissa

                                                                             (Bispo grego do século IV)

DIOCESE DE PORTALEGRE – CASTELO BRANCO

“REFLEXÃO/RETIRO DE QUARESMA”

NISA – 09/03/2014 – 1º. Domingo da Quaresma

    Realizou-se novamente, desta vez na Igreja do Calvário, em Nisa, mais esta iniciativa do Secretariado Diocesano do MCC e que teve inicio pelas 15 horas, do dia 9 de Março, p.p..

     Com a presença de cerca de uma centena de cursilhistas vindos de diversas paróquias da Diocese, o Diretor Espiritual, Padre Adelino Cardoso, deu início aos trabalhos, após o Acolhimento, com uma pequena oração, invocando o Espirito Santo.

     Depois iniciou uma pequena reflexão, baseada na recente Exortação do Papa Francisco, intitulada “EVANGELII GAUDIUM”, incidindo especialmente no respectivo Capítulo V e que intitulou de EVANGELIZADORES COM ESPIRITO.

     Seguiu-se a formação de grupos e a respectiva reunião, terminando com o plenário – que decorreu de forma bastante animada - e em que cada grupo refletiu sobre a questão proposta:

     “Quais as implicações que este tema tem na vida de cada um de nós?

A Eucaristia, celebrada na Igreja do Espirito Santo, ponto alto deste Encontro, foi momento de Ação de Graças, de partilha mas também de Compromisso pessoal e comunitário pois uma das opções fundamentais do MCC – e portanto, de cada cursilhista – é efectivamente FERMENTAR DE EVANGELHO OS AMBIENTES (IF 139,150, 654,660).

Um agradável lanche-convívio oferecido pelos cursilhistas locais, concluiu de forma alegre esta tarde de reflexão sobre um tema tão oportuno e motivador.

Como foi rezado na oração dedicada a  Maria, Mãe da Evangelização:

          “… Que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da Terra.”

 (José Gravelho)

MCC SECRETARIADO DIOCESANO VILA REAL

CINQUENTENÀRIO

Caminhando, atingimos os cinquenta anos, desde os primeiros Cursilhos de CRISTANDADE, realizados na Diocese de Vila Real, no longínquo ano de 1964.

Em 02/03/2014 relembrámos esta data e algo mais.

Convidámos toda a Diocese, Movimentos, arciprestes, Srs. Padres Cursilhistas, e como não podia deixar de ser todos os que passaram por um cursilho de Cristandade, não esquecendo os pioneiros, ainda no Quarto Dia.

Convidámos o Pais cursilhista, de uns, tivemos as suas orações, intendências e de outros, a sua presença.

Honraram-nos com a sua presença, Sua Ex.ª Reverendíssima, D. António Montes, Director Espiritual Nacional; Presidente do Secretariado Nacional, Saul Quintas, Coordenador do Núcleo Norte, Cor. Antunes, Presidente do Secretariado do Porto e elemento do OMS. Joaquim Mota, Presidente Núcleos, Braga, Bragança e Aveiro, respectivamente, Inês; Carolina e Mário Braga. Vieram acompanhados de outros elementos cursilhiistas, leigos e ordenados.

Foi uma honra receber todos estes irmãos.

Destacamos a presença do nosso Bispo, D. Amândio desde a primeira hora ao lado do MCC.

Apresentámos em PowerPoint um tema “ Oração, Reflexão e História do MCC em Vila Real”

Rezámos, cantámos e falámos de Reunião de GRUPO E Revisão de Vida

Seguiram-se duas horas de partilha de testemunhos e ressonâncias, individuais e colectivas. Foram testemunhos de fé, de vivência e diálogo.

Salientámos a intervenção dos pioneiros que nos deixaram o seu exemplo de perseverança.

D. António Montes centralizou esta Ultreia, deixou palavras e concelhos sábios e deu-nos pistas de evangelização, nos nossos ambientes.

Enquanto aguardámos a clausura do cursilho de Senhoras partilhamos um lanche frugal e convivemos, nunca esquecendo a nossa condição de cursilhistqas.

Permitam-me o meu testemunho:

Por Delegação da Presidente do Secretariado Diocesano (Graça Monteiro), a desempenhar as funções de Reitora do Cursilho de Senhoras, declaro que foi uma honra tal Tarefa

Dediquei-me a esta tarefa, acompanhado de muitas intendências e de muitas orações pessoais.

Agradeço o incentivo de muitos amigos, Eládio Presidente do Secretariado de Orense, do Mário Bastos, do Marcolino de Bragança,  o meu amigo Jaime Custódio, o P. Francisco Gonçalves,  realçando o incentivo e ajuda do Pais Rodrigues e da minha esposa.

Há 9 anos persevero no nosso MCC. Durante 6 anos presidi ao seu caminhar, mas sinto-me pequeno quando pessoas como o Emílio de Sousa, O Madureira, O Eduardo e Livia Silva e outros já perseveram há 50 anos.

O meu cursilho, mudou e continua a mudar muita coisa, na minha vida.

“ Cristo liberta-me de Tudo e faz-me experimentar a alegria da CRUZ , para compreender TUDO, comparado com o seguir-Te todos os dias.”

DECOLORES

António Vale

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MENSAGEM   DE   NATAL

Não temais porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador que é Cristo Senhor (Lc 2,10-11).

A grandiosidade deste anúncio é de tal ordem que justifica uma explosão de júbilo no coração de todos as pessoas de boa vontade.

O mistério da Encarnação introduz Deus na história da humanidade e na vida dos homens. O nascimento de Jesus é a resposta divina aos anseios mais profundos da alma humana: harmonia, paz, alegria, felicidade perene.

A bondade infinita de Deus para connosco revelou-se em plenitude neste gesto de amor pelo qual o Verbo Encarnado, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, assumiu todos os parâmetros da condição humana, excepto o pecado, e por isso começando pela fragilidade e ternura de recém-nascido, para mostrar que só na união com Ele poderemos atingir o horizonte mais alto dos dinamismos interiores da pessoa humana. Deus fez-se homem em Jesus Cristo para elevar o homem pecador ao convívio eterno com Deus. Como sublinham os teólogos gregos dos primeiros séculos, a humanação de Deus em Jesus Cristo é o começo da deificação do homem.

É este o fundamento da nossa alegria natalícia de cristãos, referida por S. Lucas no evangelho desta noite e também anunciada em estilo de ressonância nas outras duas leituras. Como proclamou o papa S. Leão Magno no longínquo século V, “não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida, uma vida que destrói o temor da morte e nos infunde a alegria da eternidade prometida. Ninguém é excluído desta felicidade porque é comum a todos os homens a causa desta alegria: Nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio para nos libertar a todos. Alegre-se o santo porque se aproxima a vitória; alegre-se o pecador porque lhe é oferecido o perdão; anime-se o pagão porque é chamado para a vida”.

Este júbilo interior, de cunho especificamente religioso, transborda para manifestações de alegria exterior: iluminações e ornamentações nas casas e nas ruas, cânticos melodiosos, troca de prendas e de saudações.

Quantas vezes, porém, a febre consumista e o secularismo subvertem o sentido religioso desta quadra a ponto de fazerem de Jesus o grande ausente em muitas comemorações do Natal nos dias de hoje.

É nosso dever de cristãos manter viva a inspiração religiosa da época natalícia. Maravilhados e agradecidos pelo nascimento de Cristo, celebremos o Natal contemplando o mistério de Deus humanado.

E, porque Jesus se fez nosso irmão ao assumir a natureza humana, vivamos sempre uns com os outros em ambiente de família e de fraternidade. Vindo habitar no meio de nós, Jesus elevou a natureza humana a um patamar superior de dignidade. Por isso celebrar o Natal implica também respeitar e promover essa dignidade em todas as pessoas procurando tornar este mundo mais justo, mais humano e mais fraterno. Só deste modo será Natal todos os dias.

 

Lisboa, 24 de Dezembro de 2013

António Montes Moreira

Bispo Emérito de Bragança-Miranda

Director Espiritual Nacional do MCC

Clica na foto para saber mais sobre o VII Encontro Mundial do MCC

Portugal presente no VII Encontro Mundial do MCC, assume a presidência do

Comité Executivo do OMCC

Viver cinco dias na “torre de Babel”, junto com irmãos vindos de vinte e três países de culturas e línguas tão distintas, muitas vezes com pontos de vista diferentes mas sempre unidos pelo amor a Deus e ao Movimento, foi algo de extraordinário que ocorreu à delegação portuguesa presente no VII Encontro Mundial de Brismane - Austrália. Uma experiência única e inesquecível.

Numa circunstância particularmente importante como foi o da aprovação dos Estatutos do Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade e a nova redacção do Ideias Fundamentais, foi sentir que se estava a viver um momento histórico relevante para o MCC, para a Igreja Católica e até para o mundo.

Com a aprovação e entrada em vigor dos Estatutos, que ocorrerá no início do próximo ano, sentimo-nos muito tranquilos na nossa missão como membros do Comité Executivo pois toda a autoridade espiritual que esse documento confere ao OMCC é expressamente reconhecida pela Santa Sé através do Conselho Pontifício para os Leigos de uma forma definitiva e declarada.

Essa autoridade espiritual directa sobre os secretariados nacionais e diocesanos será o garante para a Santa Sé da unidade de actuação de todas as estruturas do MCC, até porque, num dos seus artigos, refere claramente que os todos os cursilhos realizados em todo o mundo terão de usar o mesmo espírito e método próprio do carisma fundacional definido pela redacção do livro Ideias Fundamentais (que igualmente foi aprovado neste importante Encontro Mundial) e nos textos que emanarão do trabalho futuro do Comité Executivo do OMCC tendo em conta a referência expressa na Introdução dos Estatutos onde se afirma que o MCC é um movimento de Igreja que teve a sua origem pela acção relevante de Eduardo Bonnín Aguiló em conjunto com alguns sacerdotes, nomeadamente D. Sebastian Gayá Riera e D. Juan Hervás.

O Comité Executivo, depois de ter sido oficialmente reconhecido pela Santa Sé, irá procurar dar-se ao reconhecimento de todas as estruturas do MCC existentes no mundo através de uma forte ligação directa que permita a divulgação das suas competências e missão, e a prestação de todo o apoio possível e necessário.

Para isso, terá de se reorganizar o directório de todas essas estruturas até ao nível de diocese onde o Movimento tenha actividades, trabalho de grande complexidade, minúcia e dedicação.

Depois, pretende-se melhorar o site do OMCC e o boletim mensal, e fazê-lo chegar a todos os cursilhistas através dos seus secretariados e escolas.

Por outro lado, porque é da competência exclusiva do Comité, teremos de fazer a tradução e publicação do novo livro Ideias Fundamentais e a sua respectiva divulgação.

Igualmente, será propósito do novo Executivo, incentivar a implantação do MCC no maior número possível de países onde ele ainda não exista, ou a sua reactivação, como é o caso dos países de expressão de língua portuguesa como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Macau e S. Tomé.

Finalmente terá de ser preparado com todo o cuidado o VIII Encontro Mundial, tendo em vista a aprovação dos textos anteriormente referidos, em simultâneo com a realização de uma grande Ultreia Mundial que irá ocorrer em Fátima, no mês de Maio de 2017, ano em que se comemoram os 100 anos das aparições bem como do nascimento de Eduardo Bonnín.

Neste próximo quadriénio em que Portugal assume pela primeira vez a presidência do Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade, importa que todos os cursilhistas portugueses sintam a necessidade de partilharem a responsabilidade dessa missão colaborando o mais estreitamente possível com o Comité, fazendo eco das preocupações e actividades do Executivo, colaborando naquilo que estiver ao seu alcance na organização da Ultreia Mundial de 2017, e, finalmente, através da sua oração e intendência rogando ao Senhor pelo bom êxito deste mandato, pois que disso dependerá o engrandecimento do MCC e da Igreja de Deus.

Cristo conta com cada um de nós para isso!

De Colores!

Francisco Salvador

Saudamos toda a "Família Cursilhista", a partir de Brisbane, Austrália, onde está a decorrer o VII Encontro Mundial do OMCC. Agradecemos muito as vossas orações, imprescindíveis para os frutos de qualquer actividade. Queremos informar-vos que ontem já foram aprovados os novos Estatutos, num clima de unidade. Hoje, iremos ter mais um dia intenso, e também muito importante, pois iremos debater e votar a nova versão do Ideias Fundamentais. Rogamos para que continueis a rezar por todos, para que saibamos interpretar os sinais do Espírito.

Juntamos apenas 2 fotos: a da nossa delegação portuguesa, bem como a dum placard, onde estão expostas algumas das mensagens/intendências recebidas, onde estão também as de Portugal. Para todos um grande abraço, de muita amizade. Sempre De colores!

 

20 a 24 de Novembro

Encontro Mundial do OMCC

em Brisbane, na Austrália

Portugal estará presente com uma delegação, onde irá receber o testemunho simbólico da Presidência do OMCC.

Esta nova missão da presidência do OMCC, terá inicio oficial em Janeiro de 2014, rezemos para que o Espírito Santo nos ilumine para levarmos este grande desafio a onde ele tem de chegar, se possível, como dizia Eduardo Bonnín: “Até à Lua”.

ENCONTRO DE ANIMADORES DE GRUPOS EM COIMBRA

                      A convite do Secretariado do MCC da Diocese de Coimbra, o S.N. levou a       efeito, em Coimbra, no dia 9 de Novembro  último, no Instituto Missionário do Sagrado Coração (Seminário Dehoniano) um Encontro de Animadores de Grupos e Ultreia, o qual registou a presença de cerca de sessenta pessoas.

          Foi um dia vivido com extraordinária alegria, cheio de belos momentos, enriquecido com a presença dos membros do S.N. que o coordenaram, a saber: o Mário Bastos como reitor, a Albertina Santos e o Fausto Dâmaso como dirigentes. Foi Diretor Espiritual o Padre João Fernando.

           Iniciado com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Diretor Espiritual do MCC da Diocese de Coimbra Senhor Cónego Sertório Martins, teve lugar, após o rolho Preliminar o rolho “Testemunhos e vivências”, pelo Mário Bastos, que em todos deixou um inenarrável sentimento de comovida e sentida impressão pelas vivências relatadas, as quais, só uma vida de 4º. dia bem próximo de Cristo pode dar força e ânimo.

           O rolho seguinte, “ Reunião de grupo” proclamado pelo Fausto Dâmaso, foi também um momento de grande emoção, com o relato de várias vivências, relevando a importância do grupo de vida no cimento absolutamente necessário para os cursilhistas, enfatizando a sua assiduidade, sinceridade, seriedade e sigilo.

            Entretanto tiveram lugar as R.G., as quais foram inicialmente organizadas por pessoas que habitualmente reúnem e se conhecem, e depois com a formação de grupos formados por pessoas de outros centros. Estes grupos partilharam um pouco das suas vidas, tendo sempre presente o tripé da vida em graça.

            No último rolho proclamado pela irmã Albertina Santos, foi posto em evidência, mais uma vez, a importância do grupo, com especial relevo para aspetos de todos conhecidos, mas nem sempre cumpridos, nomeadamente a sua assiduidade (o ideal seria fazer-se semanalmente), a amizade que deve existir entre todos os seus elementos e seguir disciplinarmente o tripé da vida em graça, Estudo, Piedade e Ação.

            O rolho místico, “ Ide e fazei discípulos entre todos os povos”a cargo do diretor espiritual Padre João Fernando, com o fervor que o caracteriza e habitual simplicidade, foi todo ele um testemunho de vida apostólica, tendo falado na necessidade de ir ao encontro dos irmãos que estão no “mundo” e que não devemos esquecer.

               Por fim a ULTREIA. Foi um momento alto deste encontro. Após o rolho houve lugar a muitas e várias ressonâncias, muito vivenciadas, nas quais os irmãos presentes enriqueceram com os seus testemunhos este dia de alegre convívio  Encontro e União.

                Na despedida, um único comentário se fazia ouvir: ”Valeu a pena”.

 

Secretariado do MCC da diocese de Coimbra

Carlos Coimbra

RETIRO DE MUDANÇA

 

De 18 a 20 de Outubro, decorreu em Elvas, na Casa das Irmãs Concepcionistas, o 1º. Retiro de Mudança da Arquidiocese de Évora. Esta actividade foi solicitada pelo Secretariado Diocesano à Comissão Permanente do Secretariado Nacional.

Assim, a Equipa Reitora nomeada pela Comissão Permanente do SN, foi constiuida pelos seguintes elementos:

  • Saúl Quintas, Reitor
  • Casal Mário e Raquel Bastos, da Diocese de Setubal;
  • Rosa Raimundo (Romy), da Diocese de Coimbra;
  • Conchita Ribeiro e Castro, da Diocese de Lisboa
  • Isabel Correia e Rita Paulo, da Diocese de Évora
  • José Carvalho e o casal José e Matilde Costa, do Secretariado Diocesano de Évora

A Equipa Sacerdotal foi composta pelo Con. Senra Coelho, Dir. Espiritual e pelo Pe. Jerónimo Fernandes, ambos da Diocese de Évora.

Viveram esta experiência um total de 42 cursilhistas. Da Diocese de Évora, vieram dos seguintes Centros de Ultreia: Elvas, Campo Maior, Estremoz, Coruche e Évora.

Este tipo de Retiro está orientado para quem tem Grupo de Cristandade, e que reúne periodicamente.

No caso da Diocese de Évora, como são poucos os Centros de Ultreia que têm grupos a reunir de acordo com a metodologia do MCC, este primeiro retiro, teve como destinatários Dirigentes das Escolas, que já tenham grupo, ou que, de futuro, possam vir a coordenar grupos durante a sua formação. 

Falamos de uma mudança da nossa mentalidade, do nosso coração e da nossa conduta.  Um novo modo de pensar, sentir, querer e agir.  Um novo modo de ser; um novo modo de viver.

Este Retiro, não serve apenas para “carregar baterias”.

Esta necessidade de estar sempre a carregar baterias, é indicador de que algo não está a funcionar bem connosco e no Movimento.

A nossa bateria carrega-se na Reunião de Grupo, na Ultreia, nos Encerramentos, na Escola de Dirigentes , na Eucaristia…

Como em todas as oportunidades, existem aqueles que as aproveitam e aqueles que as deixam passar.

Os que optaram por se deixar “transformar”, viveram uma experiência maravilhosa, traduzida numa alegria contagiante que ficará por muito tempo gravada no coração de quem teve esse privilégio, pelo que, em vez me alongar na notícia, sobre o que foi o Retiro de Mudança, deixo alguns testemunhos, de quem também o viveu.

Não podia deixar passar, sem referir o acolhimento extraordinário, mas habitual, das Irmãs Concepcionistas, inexcedíveis no espirito de serviço, realizado com uma alegria contagiante.

Para todos um fraterno abraço.

De Colores !

Saúl Quintas

ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES

Como vem sendo habitual, o MCC Nacional iniciou as suas actividades com um Encontro de Reflexão Nacional, tendo como destinatários os Dirigentes dos Secretariados, Sacerdotes que dão apoio ao Movimento e Reitores e Vice-Reitores dos Cursilhos.

O tema de Reflexão escolhido para este ano foi: “Fiel ao Evangelho, atento às pessoas”.

O Encontro decorreu no Hotel Santo Amaro, em Fátima nos dias 20 a 22 de Setembro.

O Programa foi elaborado tendo em conta os temas que os Secretariados Diocesanos propuseram à Comissão Permanente, os quais foram agrupados nos seguintes rolhos:

  • Rolhos do 3º dia do Cursilho”, a partir dos inícios do MCC, tendo em conta o carisma fundacional;
  • Perseverança dos novos
  • Testemunho e perseverança dos Dirigentes
  • Interacção entre o MCC e a hierarquia – nível Diocesano
  • Lançar as redes, hoje: como e a quem

Participaram 120 Cursilhistas oriundos de 18 Dioceses, sendo  Sábado o dia em que houve um maior número, já que o dia de 6ª. Feira se destinava mais aos Sacerdotes, uma vez que durante o fim de semana têm as suas atividades paroquiais.

Assim, na tarde de sexta-feira, tivemos 18 sacerdotes, que escutaram e refletiram sobre o rolho proclamado pelo Dir. Espiritual D. António Montes: “Interacção entre o MCC e a hierarquia – nível Diocesano” e “Lançar as redes, hoje: como e a quem”. Foram abordados os casos mais comuns que actualmente preocupam os Dirigentes no trabalho do pré-cursilho, como sejam: Divorciados / Recasados / Não batizados / Uniões de facto, etc…

A partilha e questões colocadas foram muito ricas e ajudaram a esclarecer muitas das dúvidas.

Os rolhos do 3º dia, que visam a inserção e projecção ambiental, foram preparados e partilhados a partir dos rolhos iniciais do MCC, tendo em conta o carisma do seu fundador, e foram proclamados pelo Francisco Salvador, da Diocese de Lisboa, e pelo Mário Bastos, de Setúbal.

Os rolhistas tiveram um trabalho de estudo e pesquisa muito profundos, indo ao porquê histórico e objectivos que se pretendiam e pretendem obter.

O rolho “Perseverança dos novos” e “Testemunho e perseverança dos Dirigentes”, foi repartido, respectivamente pelo Rui Araújo, da Diocese de Lamego e pela Maria do Rosário, de Portalegre / Castelo Branco.

Saliente-se que, todos os rolhistas, pertenciam ao Secretariado Nacional do MCC.

Após o primeiro rolho foi feita a distribuição dos Cursilhistas por 9 Grupos, os quais, após cada rolho, reuniam para refletir e partilhar, sobre o conteúdo do que haviam escutado.

No final de cada dia reunia-se em Plenário, onde cada grupo apresentava o resumo da sua partilha e esclarecidas as eventuais questões ou dúvidas.

Foi com muita alegria que no Sábado registamos a presença de D. Antonino Dias, -  presidente da Comissão Episcopal para o Laicado e Famiília-, que nos dirigiu palavras de incentivo e exortação à fidelidade ao Evangelho, e atentos ao Espírito Santo e às pessoas, o que foi registado com uma calorosa salva de palmas.

Como avaliação final, expressa no Plenário de Domingo, poderemos considerar muito positiva, pois todos nos sentimos interpelados e inquietos, com a convicção de que temos muito trabalho pela frente.

O Secretariado Nacional esclareceu que este Encontro era para partilha e reflexão, e não se destinava a impor nada. O que se pretendeu e pretende, é que, cada um dos Dirigentes, ao comparar o que esteve na origem dos rolhos da projecção apostólica -3º. dia-, com o que está a praticar, tenha saído deste Encontro com um novo ardor, novo entusiasmo, com alegria e maior compromisso, tudo na “Fidelidade ao Evangelho e atento às pessoas”.

De Colores !

Saúl Quintas

Portugal Faz História

no Mundo dos Cursilhos

 

A sede do OMCC para o quadriénio de 2014/2017 vem para Portugal.

De 23 a 26 de Maio decorreu em Viena de Áustria, o encontro do GECC (Grupo Europeu  do Movimento dos Cursilhos de Cristandade).

Portugal foi representado pelo seu Director Espiritual nacional, D. António Montes, o Presidente Saul Quintas e o Vice-Presidente Mário Bastos.

Neste Encontro, Portugal foi o país escolhido para assumir a Presidência do OMCC, (Organismo Mundial do Movimento dos Cursilhos de Cristandade).

 

Que o Espírito Santo nos ilumine e guie nesta grande tarefa.

 

DE COLORES!

 

 

 

 

Uma Santa e Feliz Páscoa!

São os votos da comissão permanente a toda a família Cursilhista; que este momento de encontro com Cristo Ressuscitado seja para cada um e suas famílias um verdadeiro encontro de eternidade!

Morrer por nós na Cruz é a maior prova de Amor;

que ninguém à nossa volta fique por saber que

Deus em Cristo nos Ama”! 

De Colores!

 

 

Mário Bastos – Vice-Presidente

PENSAMENTO PARA A QUARESMA

 

Na sua mensagem para a Quaresma deste Ano da Fé- a sua derradeira mensagem quaresmal –o Santo Padre Bento XVI sublinha a relação entre a fé a caridade logo no próprio título: Crer na caridade suscita caridade.
Segundo a definição clássica dos catecismos, a fé e a caridade são duas virtudes teologais. Quer dizer, referem-se a Deus. A fé revela-nos o mistério de Deus, que dá sentido pleno à vida e à história humana, a caridade leva-nos a amar os outros como irmãos por sermos todos filhos do mesmo Pai celeste. A caridade cristã não equivale a simples solidariedade nem se reduz a mero humanitarismo social.

Nesta conformidade, por exemplo, a abertura dum centro social paroquial numa localidade afectada pelo desemprego não deve ter como  motivação preponderante a  criação de postos de trabalho,  mas tem de ser assumida como concretização do dever da comunidade cristã de praticar a comunhão da caridade juntamente com a obrigação  de pregar a Palavra de Deus  e de celebrar  o culto nomeadamente a Eucaristia. Paralelamente, um funcionário desse    centro não deve distinguir-se apenas como bom profissional tecnicamente falando, mas deve atender sempre os utentes da instituição com espírito verdadeiramente cristão.                                                     

Assim sendo, acrescenta o Papa na sua mensagem, “uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente” (nº 3). E conclui com uma fórmula interpeladora que exprime bem o dinamismo das duas virtudes: Prioridade da fé, primazia da caridade (nº 4).

 

Lisboa, 1º Domingo da Quaresma, 17.02.2013

António Montes Moreira

Bispo Emérito de Bragança-Miranda

Director Espiritual do Secretariado Nacional  do MCC

 

Sede benvindos ao site do Secretariado Nacional do Movimento dos Cursilhos de Cristandade de Portugal. 

Pretendemos dar a conhecer um pouco das actividades e vida deste Movimento, particularmente à “Família Cursilhista”. Contamos ter aqui um espaço de comunicação em permanente actualização e renovação, tendo em conta as sugestões e opiniões que nos forem chegando, desde que construtivas. Estamos conscientes das nossas limitações, mas possuídos de uma enorme vontade de vos servir o melhor possível. A gestão do site é da responsabilidade da Comissão Permanente, através do Presidente e Vice-Presidente. Aproveitamos para vos saudar muito cordialmente, com um fraterno abraço de   irmãos em Cristo. DE COLORES!

Saúl Quintas – Presidente

Mário Bastos – Vice-Presidente

ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES DO MCC

O Tripé na vida do Dirigente

 Jornada Nacional de Reflexão

Fátima, Santuário do Mundo, local por excelência de encontro de dirigentes e sacerdotes dos Cursilhos de Cristandade de Portugal.

Nos dias 15, 16 e 17 de Setembro ultimo, abriu-se a porta do novo ano pastoral com as jornadas  de reflexão, “O Tripé na Vida do Dirigente”, tema inquietante que nos leva dia a dia a interrogar e a comprometer com missão a que fomos chamados: ser “Vértebras”.

A participação de dezoito Dioceses representadas por mais de uma centena de cursilhistas e dezasseis sacerdotes espelha bem a fé e a esperança que a Igreja deposita nos Cursilhos de Cristandade.

Aproxima-se a hora do acolhimento, manhã colorida de brilho, tempo de chegada repleto de alegria e saudade, vontade que nos impele a abraçar, a saudar e a partilhar afectos, no fundo saciar saudades.

Iniciamos o dia com a oração da manhã, momento que nos envolve com Deus e  predispõe o nosso interior a escutar de coração aberto.

D. António Montes, nosso director Espiritual, com a meditação coloca a fasquia bem no centro da nossa inquietação “Que eu Te conheça Senhor, que eu me conheça”; esta meditação foi o fio condutor de tudo o que se seguiu.

Somos convidados a reflectir em três pontos, a Razão e a Féa Paternidade de Deus e a Filiação Divina.

O Homem é capaz de Deus.

Cada vez mais é necessário dar razão da nossa Fé!

“A razão e a Fé são duas asas para voar até Deus” João Paulo II.

Paternidade de Deus...

Depois de nos ler uma bela história de S. Francisco, “o pão mendigado” D. António deixa-nos esta mensagem “é nas coisas simples ordinárias e correntes que devemos descobrir a providência bondade e a paternidade de Deus”. Citando Eduardo Bonnín no seu livro “Aprendiz de Cristão” em que diz: “eu creio que Deus se aproxima mais nas coisas normais do que nas coisas extraordinárias”. Ter esta consciência aberta para ver a paternidade de Deus nas coisas simples da vida é um sinal que nós reconhecemos a Deus como nosso Pai e por isso somos seus filhos.

Filiação...

Deus é Pai, somos seus filhos e por isso somos todos irmãos. A dignidade de sermos irmãos. O cristão é aquele que mais se deve empenhar na promoção da dignidade da pessoa humana.

Saul Quintas, Presidente do Secretariado Nacional, dá as boas vindas e introduz de forma clara os porquês deste encontro e do tema escolhido, “O tripé na vida do Dirigente”; apela ao entusiasmo, entrega e espírito de caridade, recebemos na mesma medida que dermos. Lembra-nos a história do “grão de trigo, grão de ouro”, que proposta bonita para viver este encontro de encontros.

O rolho da Graça, apresentado pelo Sr. Cón. Senra Coelho, “A Graça Santificante na vida do Dirigente”, leva-nos a mergulhar na realidade que nos envolve.

Há um laicismo militante que quer afastar Deus do homem e da sociedade. Um individualismo cada vez mais redutor que leva o homem a contar exclusivamente consigo mesmo, sendo ele o centro da sua realização.

Propõe uma abordagem diferente: Centrar Deus nas nossa vidas...

A Graça de termos fé consiste neste ponto, Deus é o centro da nossa existência. Ele é o Homem, cada um de nós é apenas um homem.

A Graça de Deus é relação, “a fecundidade brota da relação com o outro”!; só nos conhecemos a nós no outro e pelo outro.

Deixa-nos este desafio; Paulo Vi dizia; “Homens sede Homens!”, João Paulo II disse; “Homens sede homens novos!”

Carolina Eiras da Diocese de Bragança, com o rolho “Piedade” coloca-nos perante o primeiro pé do tripé; a constante ligação a Deus e aos Irmãos pela oração, em momentos de Piedade “objectiva”, Eucaristia, visitas ao Sacrário terços, etc... rezando connosco, com Deus e com os outros, e momentos de Piedade “subjectiva” que se concretiza no dia a dia rezando com a vida por aqueles e com aqueles com que nos cruzamos na normalidade da vida, “todo o gesto por mais pequeno que seja é Piedade”.

Outro pé, como sabemos é o Estudo, foi-nos partilhado pela Lena Cabral da Diocese de Coimbra, o estudo é um meio para conhecer a Deus, é conhecer para amar, é escutar Deus que nos fala no Livro dos livros, história da relação de Deus com os homens, dos homens com Deus; estudar é estar atento às coisas simples da vida onde Deus nos fala, nos ensina com a normalidade da vida.

O estudo, a procura de conhecimento de Deus e dos homens, liga-nos à videira que é Cristo, que sempre “dá os seus frutos em todos os ramos da actividade e da existência”.

O rolho Acção, apresentado pelo Francisco Salvador da Diocese de Lisboa, coloca em evidência a gramática Divina, que nos ensina a conjugar o verbo “ser” com o verbo “actuar”; ser e actuar pelo coração e com o coração, é a acção do amor que leva Deus no coração; impregnado deste espírito descreve um conjunto de características da acção dos dirigentes que a miúdo nos vamos encontrando por aí; o dirigente “farol”,  “galo da manhã”, “mausoléu”, ”luzinhas de natal” ou “jarra sem flores”, momento feliz de criatividade que a todos tocou; de seguida deixa esta mensagem: o dirigente na vida deve ser cristão a tempo inteiro com horas extraordinária.

As jornadas não se esgotam nos rolhos; bem pelo contrário, os rolhos fazem-se “jornadas” nas reuniões de grupo, é ai que se faz verdade na partilha de vida de cada um. Momento.... magnífico  de partilha de fé, feita vida vivida e partilhada..., quase que se poderia dizer que nos intervalos das reuniões de grupo se partilharam alguns rolhos, o que ficou bem espelhado nos diálogos de corredor e  nos resumos e testemunhos com que fomos presenteados no plenário.

No dia 17, dia dedicado aos sacerdotes, com o tema “O Tripé na Vida dos Sacerdotes”, o Sr. Pe. Tiago da Diocese de Santarém proporcionou-nos um momento ímpar de partilha humilde de vida, abordando os três pés do tripé; diz-nos que “a Piedade é um encontro de duas vidas”; ensina-nos que escrever é rezar, e que a comunicação é um dos momentos de estudo onde se aprende mais; na acção marcou-nos com esta frase; “corrigir sem veneno e elogiar com generosidade”.

De destacar a alegria com que registamos a presença do Sr. Pe. José Múrias de Queiroz, anterior Director Espiritual Nacional, cumprindo assim a sua promessa;  “só volto quando houver novo Director Espiritual”.

D. António Montes termina, dando graças a Deus pelos momentos vividos nas jornadas, que são sinal de esperança para podermos viver o melhor o nosso tripé.

Ir mais além...ULTREIA!

De Colores vive-se melhor!

Mário Bastos

 

 

 

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